O ambiente de cibersegurança está mais complexo a cada dia. Por isso, Attack Surface Management (ASM) é essencial: o risco crítico pode não estar em vulnerabilidades conhecidas, mas em ativos esquecidos, mal configurados ou desconhecidos. A superfície de ataque de uma organização é tudo aquilo que pode ser explorado por um atacante para ganhar acesso não autorizado aos sistemas corporativos. 

Attack Surface Management é a prática contínua de descobrir, classificar e reduzir exposições na superfície de ataque interna e externa da organização. Imagine um formulário de login exposto publicamente, um bucket de armazenamento na nuvem sem autenticação ou uma aplicação antiga que continua rodando em um servidor que todos achavam desativado. Agora pense em todos os fornecedores, parceiros e sistemas integrados que têm algum nível de acesso à sua rede interna. Tudo isso compõe o que chamamos de superfície de ataque. 

Gerenciar e reduzir essa superfície é um dos grandes desafios da segurança da informação atual. A pressão cresce com a rápida adoção de ambientes em nuvem, dispositivos IoT, aplicações SaaS e uma força de trabalho distribuída. É aí que entra o ASM. 

Vamos explorar esse conceito e entender como ele pode beneficiar sua empresa? Continue a leitura! 

O que é Attack Surface Management (ASM)? 

Attack Surface Management (ASM), ou Gerenciamento de Superfície de Ataque, é uma abordagem que permite às empresas descobrirem, monitorarem e gerenciarem todos os seus ativos expostos externamente. A ideia é olhar para a organização da mesma forma que um atacante olharia: do lado de fora para dentro. 

Práticas tradicionais assumem que todos os ativos são conhecidos. O ASM, ao contrário, encara o cenário real: sistemas esquecidos, inventário falho e exposições em constante surgimento. 

O ASM simula o comportamento de agentes maliciosos utilizando técnicas de reconhecimento (recon) e coleta de inteligência, como escaneamentos passivos, resolução de DNS, análise de certificados SSL, entre outras. Elas descobrem domínios, subdomínios, endereços IP, serviços e aplicações ativas — incluindo aquelas que a própria equipe de segurança pode não saber que existem. 

O objetivo final é reduzir a superfície de ataque e priorizar ações com base no risco real, permitindo uma resposta mais eficiente e inteligente. 

Como um atacante vê sua organização 

Para entender o valor do ASM, vale observar como um Red Team (ou mesmo um atacante real) abordaria o ambiente de uma organização. O primeiro passo geralmente envolve descobrir tudo o que está exposto: IPs, domínios, subdomínios, aplicações web, serviços em execução etc. 

Ferramentas como Nmap, theHarvester e Shodan são frequentemente utilizadas para esse reconhecimento inicial. O atacante busca entender o ecossistema digital da organização, identificando pontos fracos, versões desatualizadas de software, configurações incorretas e outras portas de entrada. 

Com essas informações em mãos, o próximo passo pode ser uma exploração ativa, usando exploits conhecidos ou técnicas de engenharia social para ganhar acesso aos sistemas-alvo. 

A visão do Blue Team e a importância da visibilidade 

O mesmo processo pode — e deve — ser feito pelas equipes de defesa (Blue Team). O objetivo é diferente: ganhar visibilidade sobre a própria superfície de ataque, corrigir vulnerabilidades e reduzir a exposição antes que sejam exploradas. 

O ASM permite isso ao fornecer uma visão externa e contínua da organização. É como se a própria empresa estivesse testando sua postura de segurança sob a ótica de um invasor, mas com a vantagem de poder agir antes que algo seja comprometido. 

Essa visibilidade ajuda a reclassificar os ativos em três categorias: 

  • Desconhecido e Exposto: ativos que a organização não sabe que existem, mas que estão acessíveis publicamente. 
  • Conhecido e Exposto: ativos monitorados, mas que ainda representam um risco porque estão acessíveis externamente. 
  • Conhecido e Não Exposto: ativos devidamente gerenciados e protegidos contra acessos indevidos. 

O trabalho contínuo do ASM é mover os ativos da categoria mais perigosa para as mais seguras, começando pelos que têm maior risco associado. 

Reduzindo riscos com Attack Surface Management (ASM) 

A gestão eficaz da superfície de ataque é um dos caminhos mais rápidos e concretos para reduzir riscos cibernéticos. Mesmo que vulnerabilidades zero-day ainda representem um desafio, elas só podem ser mitigadas se os ativos estiverem devidamente inventariados e monitorados. 

Com um bom processo de ASM em funcionamento, a empresa passa a ter controle sobre: 

  • Aplicações legadas ainda acessíveis; 
  • Serviços em nuvem mal configurados; 
  • Domínios e subdomínios esquecidos; 
  • Sistemas de parceiros que interagem com a rede; 
  • Certificados expirados ou mal configurados; 
  • Endpoints com software desatualizado. 

Essa abordagem fortalece tanto a postura preventiva quanto reativa da organização, permitindo que ações sejam priorizadas com base em dados reais de exposição. 

Conclusão 

Attack Surface Management não é apenas uma nova sigla no vocabulário da segurança — é uma mudança de paradigma. Em vez de reagir apenas quando algo dá errado, o ASM propõe que as empresas adotem uma postura ativa, contínua e baseada em dados reais sobre a sua exposição externa. 

No fim das contas, visibilidade é poder. E em cibersegurança, conhecer todos os seus ativos expostos é o primeiro passo para proteger aquilo que realmente importa. 

A iT.eam pode ajudar sua organização a reduzir riscos com visibilidade, inteligência e automação. Se você deseja conversar sobre como implementar ou melhorar seu processo de ASM, fale com nosso time!