Em 2025, o IBM Maximo completa 40 anos e esse marco diz muito sobre a solidez, inovação e capacidade de adaptação da solução ao longo do tempo. Mais do que uma plataforma de gestão de ativos empresariais, o Maximo se consolidou como referência global, atravessando mudanças tecnológicas e demandas cada vez mais complexas.
Trabalho com o Maximo há 19 anos e acompanhei de perto boa parte dessa trajetória. Muitos colegas, inclusive, já atuavam com a solução desde os anos 1990, em projetos com o Maximo 4 voltados para o setor de mineração e aviação executiva. Desde então, o sistema evoluiu de forma impressionante, técnica e funcionalmente.
Este artigo é uma tentativa de sintetizar os principais diferenciais que fizeram (e continuam fazendo) do Maximo um dos líderes mundiais em EAM/APM. Do legado à era da inteligência artificial, passando pela mobilidade e pelo MAS (Maximo Application Suite), vamos revisitar os pilares dessa evolução. Acompanhe!
A flexibilidade do IBM Maximo desde o início
Desde a época em que ainda era desenvolvido pela PSDI (sua antiga proprietária), o Maximo já se destacava por ser uma solução multi-idioma e multiplataforma — algo raro nos anos 1980 e 1990. Seu design por metadados permitia que a aplicação se adaptasse facilmente ao idioma do usuário, com tabelas de tradução específicas para rótulos e campos.
Além disso, o sistema sempre foi compatível com os principais bancos de dados (Oracle, Microsoft SQL Server e posteriormente IBM DB2) e com os sistemas operacionais mais usados no mercado (Linux e Windows). Essa flexibilidade técnica oferecia liberdade real às áreas de TI das empresas, que podiam adequar a infraestrutura conforme sua estratégia.
Personalização, workflow e aderência a processos
Um dos recursos que mais impressionaram os clientes ao longo do tempo foi a robustez das aplicações de workflow, aliada à facilidade de personalização do layout e campos. Isso tornava o Maximo altamente configurável, pronto para atender às necessidades específicas de cada organização. Tudo isso sem depender de grandes intervenções técnicas!
Integração como diferencial técnico
Desde as versões mais antigas, o Maximo sempre ofereceu suporte à integração com ERPs, sistemas legados e historiadores industriais.
Inicialmente, essas integrações ocorriam por meio de arquivos XML, Flat Files e Tabelas de Interface. Hoje, o sistema evoluiu para utilizar APIs REST, facilitando o desenvolvimento e manutenção das integrações.
Também há suporte a protocolos como MQTT, essenciais para aplicações em tempo real. Isso amplia a conectividade com dispositivos industriais e plataformas de IoT.
A IBM consolidou essa capacidade na MIF (Maximo Integration Framework), uma solução gratuita e extremamente versátil. Essa estrutura de integração é um dos pilares que sustentam o Maximo como uma plataforma central em ambientes corporativos complexos!
Add-ons e soluções setoriais
Outro fator que impulsionou a adoção do Maximo globalmente foi o investimento em funcionalidades específicas por setor.
Chamadas de add-ons e industry solutions, essas funcionalidades passaram a abrangir áreas como:
- Oil & Gas
- Aviação
- Utilities
- Facilities
- Transporte/Frotas
- Ativos lineares
- Calibração
Esses módulos ampliam a capacidade do sistema de refletir processos setoriais com precisão, sem customizações invasivas. Cada add-on incorpora regras de negócio e funcionalidades prontas para uso, tornando a implementação mais ágil e segura.
Por meio dessa abordagem setorial, é reforçado o posicionamento do Maximo como plataforma flexível e escalável, adaptável aos desafios específicos de diferentes indústrias.
IBM Control Desk: uma expansão natural do Maximo
Após a aquisição do Maximo pela IBM, em 2006, a complexidade do framework original chamou atenção da própria companhia. A arquitetura era tão estável e flexível que acabou servindo como base para um novo produto voltado a centrais de serviços: o IBM SmartCloud Control Desk, mais conhecido como IBM Control Desk.
Atualmente, a solução integra a família Maximo como Maximo IT. Embora o Control Desk nunca tenha alcançado o mesmo mercado do Maximo original, ele conquistou seu espaço com consistência. Seguimos atendendo diversos clientes que adotaram essa solução, especialmente em projetos onde a governança de serviços de TI era o foco principal.
Inovação contínua: do Maximo Anywhere ao Maximo Application Suite
Ao longo das últimas décadas, o IBM Maximo passou por transformações profundas. Tanto em sua arquitetura quanto em suas funcionalidades.
A mudança mais significativa aconteceu em 2020, quando a IBM adquiriu a Red Hat. Pouco depois, em 2021, foi lançada a Maximo Application Suite (MAS), marcando a transição definitiva da plataforma para um modelo baseado em containers e microsserviços, rodando no Red Hat OpenShift.
Com o MAS, o Maximo se tornou uma suíte centralizada e ainda mais completa. Agora, além da gestão de ativos, a plataforma integra confiabilidade operacional, performance, predição e automação em um mesmo ecossistema.
A seguir, revisito alguns pontos técnicos que mostram como o Maximo evoluiu nesse processo, da instalação à inteligência embarcada. Confira!
Instalação: da simplicidade ao container
Antes do MAS, a instalação do Maximo era feita via IBM Installation Manager, uma ferramenta extremamente simples e eficiente.
Mesmo no Linux, o processo seguia o estilo Next → Next, com interface gráfica exportável para o computador do usuário. Ferramentas como o Installation Manager e o ConfigUI deixaram saudades, mas a IBM entregou algo ainda melhor com o MAS!
Quem viveu a transição guarda boas memórias da era pré-MAS. No entanto, hoje, a instalação acontece em containers, com maior escalabilidade e aderência a práticas modernas de TI.
Parametrizações e scripts de automação
No passado, quando o Maximo ainda era client/server, as customizações exigiam conhecimento em Centura, depois Java e JSP. Hoje, o cenário é mais flexível. As parametrizações com codificação são feitas via scripts de automação, utilizando linguagens como JavaScript, Python e Jython.
Essa evolução reduziu a complexidade técnica e tornou o sistema mais acessível para as equipes de TI e manutenção. Agora, existe mais autonomia na configuração de regras e processos.
Mobilidade: do Anywhere ao Maximo Mobile
A mobilidade no Maximo ganhou corpo a partir de 2013, com o lançamento do Maximo Anywhere. Apesar de experiências anteriores menos bem-sucedidas, a solução consolidou a presença do software em dispositivos móveis, atendendo operações de campo com estabilidade.
Hoje em dia, essa evolução culmina no Maximo Mobile, compatível com Android e iOS, que permite a criação de aplicações personalizadas dentro da própria plataforma. A mobilidade se tornou nativa e integrada, aumentando a produtividade e simplificando a rotina das equipes técnicas.
Licenciamento por AppPoints
Com o MAS, a IBM introduziu um novo modelo de licenciamento baseado em AppPoints. A proposta é trazer mais flexibilidade e alinhamento com o uso real da plataforma.
As licenças agora são classificadas em quatro níveis:
- Gratuita: voltada ao autoatendimento
- Limitado: com acesso a até três módulos
- Base: para planejadores e gestores de ativos lineares e de calibração
- Premium: para administradores e usuários sem restrições de acesso
Esse modelo permite personalizar o acesso conforme o perfil dos usuários, otimizando custos e garantindo escalabilidade. Além disso, recursos como mobilidade e o Scheduler, que antes eram pagos à parte, agora estão incluídos nas licenças Limitado e Premium.
Novos módulos e inteligência embarcada
A IBM ampliou o valor do Maximo ao incorporar módulos que vão além da gestão de ativos tradicional.
O módulo Health oferece uma visão 360° dos equipamentos. Já o Monitor permite o acompanhamento em tempo real e detecção de anomalias. E o Predict realiza predição de falhas, cálculo de fim de vida útil dos ativos e outros insights de manutenção.
Esses módulos foram desenvolvidos com tecnologias de inteligência artificial e machine learning, permitindo decisões mais precisas e proativas. Toda essa evolução posiciona o Maximo como uma plataforma completa de confiabilidade operacional e não apenas de controle de ativos.
Maximo Visual Inspection (MVI)
A IBM deu mais um passo ao incorporar o Maximo Visual Inspection (MVI) ao MAS. Essa ferramenta usa inteligência artificial para analisar vídeos e imagens.
O objetivo é identificar defeitos, falhas comportamentais ou anomalias visuais com mais precisão e rapidez. O MVI pode ser utilizado em diferentes áreas da empresa: segurança, qualidade, controle de acesso, automação de processos e muito mais.
Essa funcionalidade rompe o limite da manutenção e amplia o uso da plataforma para contextos operacionais e estratégicos diversos. Com o MVI, a IBM entrega um diferencial que poucos concorrentes oferecem de forma integrada.
IBM Maximo: um legado em constante evolução
A virada para o MAS representou um desafio para todos os parceiros IBM. Após anos trabalhando com versões que evoluíam dentro de um mesmo paradigma, foi preciso reaprender e inovar.
Com apenas quatro anos de existência, o MAS já mostrou sua solidez. Superamos a curva de aprendizado das novas aplicações e da arquitetura baseada em containers. Hoje, estamos prontos para apoiar empresas tanto no upgrade quanto na adoção do MAS do zero.
Falar sobre os 40 anos do Maximo em poucas páginas é impossível. Mas ao observar o mercado, fica claro que, mesmo com concorrentes fortes, a IBM mantém diferenciais consistentes.
A estrutura de suporte segue como referência. Correções e melhorias são disponibilizadas via Fix Central. O próprio upgrade da suíte pode ser feito automaticamente, pelo framework do MAS. E há ferramentas embarcadas de BI com IA, como o IBM Cognos Analytics.
Além disso, a IBM diversificou o modelo de implantação: on premise, SaaS ou formato híbrido, com o modelo BYOL (Bring Your Own Licence), que permite rodar o sistema na nuvem preferida do cliente.
Encerrando, fica o registro: o Maximo não apenas acompanhou as transformações do setor — ele ajudou a liderá-las. E continua sendo uma das plataformas mais completas e flexíveis em gestão de ativos no mundo.
iT.eam e IBM Maximo
Com anos de experiência em gestão de ativos empresariais, a iT.eam atua como parceira estratégica na implantação, suporte e modernização do IBM Maximo. Nossos especialistas acompanham de perto a evolução da plataforma, desde suas versões mais tradicionais até o atual Maximo Application Suite (MAS). Esse histórico nos permite entregar soluções alinhadas aos objetivos de negócio e ao cenário tecnológico de cada cliente.
Apoiamos organizações em todo o ciclo de vida da solução — do diagnóstico inicial à sustentação contínua. Desenvolvemos projetos sob medida, com foco em alta disponibilidade, performance, integração e escalabilidade.
Também conduzimos o upgrade de ambientes legados para o MAS, apoiando a transição para a arquitetura de containers e microsserviços no Red Hat OpenShift. E tudo isso com metodologias ágeis e suporte técnico especializado.
Para saber mais sobre esse ecossistema e como implementá-lo na sua operação, você pode contar com nossa equipe. A iT.eam está pronta para impulsionar o seu negócio com o IBM Maximo. Converse com um de nossos especialistas para entender como podemos apoiar o crescimento da sua empresa!


