A segurança dos dados de cartão tornou-se uma prioridade inegociável para empresas que processam transações eletrônicas. O PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), atualmente na versão 4.0, estabelece diretrizes técnicas e operacionais para proteger essas informações sensíveis durante todas as fases da transação. 

Nesse contexto, os testes de intrusão (pentests) são exigências obrigatórias para empresas que processam dados de cartões. Eles servem para validar a eficácia dos controles de segurança, identificar falhas exploráveis e reduzir o risco de vazamentos de dados. Ao simular ataques reais, os pentests revelam vulnerabilidades que poderiam ser usadas por agentes maliciosos, contribuindo não apenas para a conformidade com o PCI DSS, mas também para o fortalecimento da segurança da organização. 

O que é o PCI DSS? 

O PCI DSS é um conjunto de requisitos criado pelas principais bandeiras de cartões (Visa, MasterCard, Amex, Discover e JCB) para padronizar a segurança no tratamento de dados de cartão. Ele se aplica a qualquer organização que armazene, processe ou transmita dados de pagamento, independentemente do porte ou volume de transações. 

A versão 4.0 do PCI DSS, lançada em março de 2022, trouxe atualizações, como abordagens baseadas em risco, permitindo uma gestão de segurança mais focada em ameaças reais. Ela oferece também maior flexibilidade na implementação dos controles, ajustando-se melhor às necessidades das empresas.  

Além disso, há a adoção de tecnologias modernas de autenticação e criptografia, aumentando a proteção dos dados sensíveis. Tais mudanças visam melhorar a segurança e proporcionar mais agilidade para as organizações, mantendo a conformidade com os padrões exigidos. 

O padrão é organizado em 6 marcos principais, divididos em 12 requisitos. Essas diretrizes abrangem desde proteção da rede e dados até monitoramento contínuo e resposta a incidentes. 

Um ponto crítico é o Requisito 11, que exige a validação regular dos controles de segurança, incluindo testes de intrusão conduzidos de forma sistemática e documentada. Como o Requisito 11.4, que exige que sejam realizados testes de penetração (pentests) externos e internos regularmente para identificar e corrigir vulnerabilidades exploráveis e fraquezas de segurança. 

O PCI DSS v4.0 traz requisitos e objetivos específicos para a realização de testes de intrusão. Isso reforça a importância dessa prática como parte integrante da conformidade com o padrão.  

Um dos principais pontos é a frequência. Os pentests devem ser conduzidos pelo menos uma vez por ano e sempre que houver alterações significativas na infraestrutura. Entre elas estão, por exemplo, mudanças em firewalls, sistemas de roteamento, aplicativos ou qualquer elemento que possa impactar a segurança do ambiente. 

Além disso, o escopo dos testes precisa ser abrangente. Isso inclui todo o Ambiente de Dados do Cartão (CDE), assim como os sistemas, redes e componentes conectados a ele, internos ou externos. Cada teste deve ser preciso, pois qualquer ponto de integração pode se tornar um vetor de ataque. É necessário avaliar todos os caminhos possíveis que um invasor poderia explorar para alcançar os dados sensíveis. 

Os tipos de teste exigidos englobam pentests internos e externos, com foco em aplicações web e infraestrutura de rede. Esses testes têm como objetivo identificar vulnerabilidades reais que possam ser exploradas tanto por agentes externos quanto por ameaças internas. 

Por fim, a metodologia utilizada deve ser documentada e bem estruturada. É necessário que ela contenha etapas claras de planejamento, execução e geração de relatórios, conforme orientado pelo PCI Security Standards Council (PCI SSC). 

Etapas para definir o escopo de um pentest alinhado ao PCI DSS 

Definir o escopo de um pentest alinhado ao PCI DSS envolve algumas etapas essenciais para garantir a conformidade e a eficácia dos testes. A primeira etapa é a identificação do Ambiente de Dados de Cartão (CDE), que inclui todos os sistemas que lidam diretamente com os dados de cartão, como servidores, bancos de dados, redes e dispositivos de pagamento. Por exemplo, em um e-commerce, isso envolveria servidores web, gateways de pagamento e bancos de dados de pedidos. 

A segunda etapa envolve a inclusão de sistemas conectados ao CDE. Mesmo indiretamente, devem ser avaliados para evitar vulnerabilidades causadas por integrações mal segmentadas. Isso inclui, por exemplo, servidores de backup que têm acesso a dados sensíveis, mesmo que não processem os dados diretamente. 

A terceira etapa é o mapeamento dos fluxos de dados, desde sua captura até o processamento e o armazenamento. Por exemplo, os dados de uma transação online podem sair do navegador do cliente, passar pelo gateway de pagamento e, finalmente, ser armazenados em um ERP. 

Por fim, é realizada a revisão de serviços de terceiros que integram o fluxo de dados, como plataformas de pagamento e serviços em nuvem. Esses fornecedores também devem ser avaliados quanto à sua conformidade com o PCI DSS, garantindo que atendam aos requisitos de segurança aplicáveis. 

Isso inclui, por exemplo, ambientes em nuvem, como instâncias na AWS, que hospedam sistemas com acesso a dados de cartão. Embora a AWS já seja certificada pelo PCI DSS em relação à infraestrutura que oferece, cabe à organização garantir a configuração segura do ambiente. Essas etapas garantem que todas as partes envolvidas no processamento de dados sensíveis sejam adequadamente testadas e estejam alinhadas às diretrizes do PCI DSS. 

Como nossa solução de pentest pode ajudar 

Integrar o pentest ao processo de conformidade com o PCI DSS v4.0 vai muito além de simplesmente cumprir uma exigência. Essa prática permite:  

  • Antecipar vulnerabilidades antes que sejam exploradas por atacantes e grupos de APT (Advanced Persistent Threat) 
  • Validar de forma técnica os controles de segurança implementados  
  • Reduzir significativamente o risco de incidentes  

E demonstrar, na prática, o compromisso da organização com a segurança dos dados e informações dos clientes, adquirentes e bandeiras de cartão.  

Em um cenário cada vez mais complexo e repleto de ameaças cibernéticas sofisticadas, a prevenção precisa ser contínua. Realizar testes de intrusão com frequência, utilizando escopos bem definidos e metodologias consistentes, continua sendo uma das formas mais eficazes de proteger ambientes de pagamento e garantir a conformidade com os padrões exigidos. 

Na iT.eam já realizamos testes de intrusão em diversas organizações que buscam alinhar sua segurança ao PCI DSS v4.0, tanto para conformidade quanto para auditória. Nossa experiência prática mostra que um pentest bem conduzido vai muito além de um requisito de conformidade. Ele é uma ferramenta estratégica para identificar vulnerabilidades reais antes que possam ser exploradas, validar tecnicamente os controles implementados e fortalecer a segurança da empresa!  

Nossos relatórios são claros, objetivos e prontos para serem apresentados em auditorias. Desse modo, ajudam não apenas a reduzir riscos, mas também a reforçar a confiança de clientes, parceiros, adquirentes e bandeiras de cartão.  

Ao contar com a iT.eam, você garante segurança e conformidade comprovada. Converse com um especialista e agende uma conversa sobre nosso serviço de pentest!