Campanhas de phishing corporativo são iniciativas controladas, geralmente conduzidas de forma periódica pelo time de TI ou pelo próprio Blue Team, com o objetivo de simular ataques contra colaboradores da organização. Essas campanhas buscam avaliar o comportamento dos usuários diante de e-mails maliciosos, medir níveis de conscientização e gerar métricas como taxa de clique, submissão de credenciais e reporte de mensagens suspeitas.
Em teoria, esse modelo contribui para a redução de riscos e para o aumento da maturidade em segurança. Na prática, porém, muitas dessas iniciativas falham em produzir ganhos reais. O problema não está no phishing em si, mas na forma como ele é planejado, executado e interpretado.
Principais problemas de campanhas de phishing corporativo
Um dos principais pontos de falha está nas simulações previsíveis e pouco realistas. Muitas campanhas utilizam templates genéricos, frequentemente fornecidos pela própria ferramenta de phishing ou obtidos em repositórios públicos na internet, além de domínios suspeitos, erros evidentes de linguagem e cenários repetidos ao longo do tempo.
Como resultado, os usuários não aprendem a identificar ameaças reais, mas apenas a reconhecer o “phishing da campanha interna”. Isso gera uma falsa sensação de aprendizado, de melhoria contínua e de evolução de KPIs (Key Performance Indicators), que não se sustenta diante de um adversário real.
Outro ponto crítico é a falta de alinhamento dessas campanhas com ameaças reais. Simulações de phishing frequentemente não incorporam TTPs (Técnicas, Táticas e Procedimentos) utilizadas por adversários ativos, tampouco o uso da engenharia social contextualizada com base em dados públicos, cadeia de suprimentos ou contextos operacionais da organização. Com isso, o ambiente aparenta estar preparado, mas falha completamente quando exposto a um atacante real, que opera de forma estratégica e adaptativa.
Como o Red Team pode ajudar
É nesse ponto que o Red Team redefine o papel das campanhas de phishing corporativo. Em vez de simulações genéricas, a abordagem passa a ser baseada em cenários altamente contextualizados, construídos a partir de dados públicos, informações da cadeia de suprimentos e contextos operacionais reais da organização. Essa mesma abordagem pode ser aplicada tanto em iniciativas de conscientização quanto em exercícios mais avançados, voltados a simular o comprometimento real do ambiente.
Em ações com foco em conscientização, um exemplo comum envolve a cadeia de suprimentos. A partir de informações públicas, como fornecedores listados no site institucional, comunicados de parceria, vagas abertas ou perfis de colaboradores em redes sociais, é possível identificar relacionamentos reais da organização.
Com base nisso, o Red Team constrói um cenário de phishing simulando uma comunicação legítima de um fornecedor recorrente, relacionada a um processo operacional real, como atualização de contrato, envio de fatura, ajuste de escopo ou alteração de dados bancários. Para o usuário, a mensagem faz sentido. Para os controles de segurança, o desafio é real.
Já em exercícios com foco em comprometimento, o phishing deixa de ser apenas um instrumento educacional e passa a ser o vetor de acesso inicial. Nesses cenários, o Red Team emprega TTPs utilizadas por grupos de APT (Advanced Persistent Threat), infraestrutura semelhante à de adversários reais, domínios e identidades bem construídos, além de payloads personalizados e técnicas de evasão de mecanismos de defesa. Essa abordagem expõe falhas que campanhas tradicionais dificilmente revelariam e evidencia o impacto real de um ataque de phishing para a organização.
Mais importante ainda, essa abordagem permite avaliar o ecossistema defensivo como um todo. A pergunta deixa de ser quem clicou e passa a ser se o e-mail foi detectado, se o endpoint gerou alerta, se o SOC reagiu, se o acesso foi contido e em quanto tempo. Pessoas, processos e tecnologia são avaliados de forma integrada, gerando aprendizado real e acionável.
Como nossa solução de phishing pode ajudar
Quando conduzidas por um time técnico especializado, ações de phishing resultam em ajustes concretos nos controles técnicos, melhoria da capacidade de detecção, treinamento contextual para usuários e feedback claro para os times de Blue Team e SOC. O objetivo nunca é expor indivíduos, mas fortalecer a organização frente a ataques reais.
Campanhas de phishing não falham porque usuários clicam. Elas falham quando são previsíveis, produzem métricas vazias, não refletem ameaças reais e ignoram a capacidade de resposta. O Red Team transforma o phishing de um exercício de compliance em um teste real de maturidade da organização.
Na iT.eam, aplicamos essa abordagem em campanhas de phishing e exercícios de Red Team realizados para organizações que buscam evoluir sua maturidade em segurança, indo além de métricas superficiais e exercícios de compliance. Nossa experiência prática mostra que campanhas de phishing, quando bem conduzidas, permitem identificar falhas reais, validar a eficácia dos controles implementados e fortalecer a capacidade de detecção e resposta frente a ataques que refletem o cenário real de ameaças.
Ao contar com a iT.eam, sua organização fortalece a segurança e evolui a maturidade em campanhas de phishing, indo além da conscientização básica. Converse com um de nossos especialistas e agende uma conversa para entender como nossas campanhas de phishing e Red Team podem apoiar seus objetivos!


