A Gestão de Vulnerabilidades é essencial para manter a segurança da informação em um cenário de ameaças cada vez mais complexas. O aumento da superfície de ataque, impulsionado pelo avanço tecnológico e pela migração para ambientes híbridos, trouxe novos desafios para empresas de todos os portes. Mais do que corrigir falhas, é preciso priorizar riscos reais e proteger os ativos mais críticos do negócio para manter a operação segura.

Empresas que ainda medem eficiência apenas pelo volume de vulnerabilidades tratadas podem estar direcionando recursos para problemas de baixo impacto, deixando brechas críticas expostas. Segundo o Cost of a Data Breach Report 2024, da IBM, o tempo médio para identificar e conter uma violação é de 258 dias. Organizações que estruturam sua gestão de forma contínua e orientada ao risco do negócio tendem a reduzir significativamente esse prazo. Isso porque conseguem priorizar e corrigir as falhas que realmente representam ameaça.  

Ao longo deste artigo, vamos mostrar por que o foco deve estar no risco e não na quantidade, e como essa mudança fortalece a postura de segurança de forma estratégica. Além disso, vamos apresentar práticas e ferramentas que apoiam essa abordagem, incluindo como o SAW —  Security Anywhere acelera a resposta em campo. Confira!  

A falsa segurança de “zerar o backlog” 

Em muitas empresas, “zerar o backlog” é tratado como um objetivo estratégico. A ideia é simples: eliminar todas as vulnerabilidades listadas nos relatórios de segurança. Embora pareça uma meta válida, essa abordagem pode transmitir uma falsa sensação de segurança e levar a um uso ineficiente de tempo e recursos. 

O backlog, basicamente, é o conjunto de vulnerabilidades identificadas e ainda não corrigidas. Em ambientes corporativos complexos, essa lista pode conter milhares de registros, incluindo falhas críticas, mas também problemas de baixo impacto ou sem relevância imediata. Quando o foco está apenas na quantidade, as equipes acabam tratando vulnerabilidades que dificilmente serão exploradas, enquanto ameaças de alto risco permanecem ativas. 

Exemplo prático

Imagine duas vulnerabilidades detectadas na mesma varredura. A primeira está em um servidor de testes isolado, sem dados sensíveis. A segunda, em um sistema de pagamento em produção, exposto à internet. Ambas aparecem no backlog, mas o impacto de cada uma é completamente diferente. Uma abordagem baseada em risco garante que a segunda seja tratada imediatamente, enquanto a primeira possa ser agendada para correção futura. 

Equipes que concentram esforços nas vulnerabilidades de maior impacto conseguem reduzir a superfície de ataque de forma mais efetiva e otimizar o tempo de resolução. Isso cria um ciclo mais ágil de detecção, priorização e correção, elevando a eficiência operacional e reduzindo a exposição a incidentes graves.  

O que é risco real e como priorizar 

Nem toda vulnerabilidade representa a mesma ameaça para o negócio. O conceito de risco real considera não apenas a gravidade técnica da falha, mas também o contexto em que ela está inserida e o impacto potencial para os ativos críticos. 

Para entender o risco real, é preciso avaliar três fatores principais: 

  1. Probabilidade de exploração: se a vulnerabilidade já possui exploits conhecidos ou está sendo ativamente explorada. 
  2. Exposição do ativo: se o sistema está acessível pela internet, em rede interna ou isolado. 
  3. Impacto para o negócio: consequências diretas caso a vulnerabilidade seja explorada, como indisponibilidade de serviços, vazamento de dados ou interrupção de operações essenciais. 

A priorização baseada em risco cruza essas variáveis com informações do inventário de ativos e inteligência de ameaças. Ferramentas de Risk-Based Vulnerability Management (RBVM) e bases como a NVD ajudam a mapear o nível de risco e definir a ordem de correção. 

Por exemplo, uma falha com pontuação média no Common Vulnerability Scoring System (CVSS) pode ter prioridade alta se afetar um servidor que armazena dados de clientes e está exposto à internet. Por outro lado, uma vulnerabilidade com pontuação crítica, mas presente em um sistema sem conexão externa e de uso restrito, pode ser corrigida em segundo plano. 

Ao adotar essa abordagem, a empresa garante que esforços sejam direcionados para o que realmente ameaça a continuidade da operação, reduzindo a exposição e otimizando recursos. Além disso, cria-se um ciclo de resposta mais inteligente, com decisões baseadas em impacto real e não em métricas isoladas de gravidade. 

O papel da maturidade no processo de Gestão de Vulnerabilidades 

A maturidade em Gestão de Vulnerabilidades vai muito além de rodar varreduras periódicas e corrigir falhas críticas. Trata-se de evoluir de uma postura reativa para uma abordagem estruturada, contínua e alinhada aos objetivos do negócio. 

Empresas com baixa maturidade geralmente atuam apenas quando um incidente acontece ou quando uma auditoria aponta problemas. Isso cria ciclos de correção instáveis, sobrecarga das equipes e dificuldade em medir resultados. Já organizações maduras seguem processos bem definidos, com governança clara, responsabilidades distribuídas e indicadores que orientam decisões. 

Sinais de maturidade na Gestão de Vulnerabilidades

Alguns sinais de maturidade no processo de GV incluem: 

  • Integração com o inventário de ativos: garantir que cada vulnerabilidade seja associada a um ativo específico e ao seu nível de criticidade. 
  • Uso de automação: realizar varreduras regulares, correlacionar dados e gerar relatórios com priorização baseada em risco. 
  • Métricas estratégicas: acompanhar indicadores como tempo médio de correção por criticidade, percentual de redução de vulnerabilidades críticas e evolução do backlog. 
  • Alinhamento com segurança e operações: envolver áreas de infraestrutura, desenvolvimento e compliance para execução rápida das ações corretivas. 

De acordo com o IBM X-Force Threat Intelligence Index, vulnerabilidades exploradas estão entre as principais causas de incidentes em setores críticos. Isso reforça que processos maduros de Gestão de Vulnerabilidades podem reduzir o tempo de exposição a falhas exploráveis e, consequentemente, a probabilidade de incidentes graves. 

Essa evolução é visível em parcerias de longo prazo. Em um projeto conduzido pelo time de MSS da iT.eam, uma grande empresa brasileira transformou sua Gestão de Vulnerabilidades ao longo de cinco anos.  

Banner com fundo preto e detalhes vermelhos. À esquerda, o texto: “Descubra como é feita uma Gestão de Vulnerabilidades com foco em risco do negócio!”. À direita, ilustração de um notebook cinza com um cadeado vermelho e uma chave dourada sobre o teclado, simbolizando segurança e acesso controlado.

O trabalho começou em 2020, com a redução de 94,25% das vulnerabilidades no primeiro ciclo e a implementação de governança e automação de varreduras. Nos anos seguintes, a estratégia avançou para priorização por criticidade, redução do backlog em 36,23% e superação de metas, como o controle de 1.666 vulnerabilidades em 2024 

Em 2025, mesmo com a expansão do ambiente, os ativos críticos permaneceram protegidos e o risco foi classificado como baixo — resultado de um processo maduro, orientado ao risco do negócio, que segue em evolução. 

A partir do investimento em maturidade, a organização constrói um processo sustentável, capaz de lidar com mudanças tecnológicas, ampliação de ambientes e novas ameaças sem perder eficiência ou visibilidade! 

Onde entra o SAW: como o app apoia equipes em campo com agilidade na execução das ações corretivas 

Quando falamos em reduzir o tempo de resposta e garantir que as correções sejam feitas de forma eficiente, não basta apenas identificar e priorizar vulnerabilidades. É essencial que as equipes técnicas tenham ferramentas práticas para executar as ações no menor tempo possível. 

E é exatamente aí que o SAW — Security Anywhere se destaca. 

O módulo de Gestão de Vulnerabilidades do SAW integra as informações de priorização de risco com funcionalidades que facilitam a execução no dia a dia. Entre seus diferenciais estão: 

  • Visibilidade centralizada: todas as vulnerabilidades e respectivos ativos ficam disponíveis em uma única interface, atualizada em tempo real. 
  • Filtros inteligentes: permitem segmentar falhas por criticidade, ativo ou status, ajudando a direcionar esforços para o que realmente importa. 
  • Integração com catálogos reconhecidos: como MITRE ATT&CK e NIST NVD, para fornecer contexto adicional sobre cada vulnerabilidade. 
  • Acompanhamento em campo: técnicos podem acessar a plataforma de qualquer lugar, registrar correções realizadas e atualizar o status imediatamente. 

Essa mobilidade e integração reduzem a necessidade de trocas constantes de e-mails, planilhas ou reuniões para acompanhamento. Ao centralizar e agilizar as ações corretivas, o SAW ajuda a diminuir a janela de exposição, melhorar a comunicação entre áreas e garantir que os ativos críticos recebam atenção imediata. 

Além disso, a solução possibilita análises históricas e acompanhamento de métricas de evolução. Dessa forma, gestores podem visualizar, de forma clara, o impacto das ações tomadas e o progresso da maturidade no processo de GV. 

Comece a focar no risco do negócio

Tratar vulnerabilidades com foco em risco não é apenas uma mudança de prioridade técnica, mas sim uma decisão estratégica que impacta diretamente a continuidade e a segurança do negócio. Quando os esforços são direcionados para o que realmente ameaça ativos críticos, as empresas conseguem reduzir a superfície de ataque de forma mais eficiente, otimizar recursos e acelerar a tomada de decisão. 

O uso de ferramentas como o SAW potencializa ainda mais essa abordagem, pois conecta priorização estratégica e execução prática, encurtando o tempo entre a identificação de uma vulnerabilidade e a sua correção. 

Se a sua empresa ainda mede a eficácia da Gestão de Vulnerabilidades apenas pela quantidade de falhas resolvidas, é hora de repensar o modelo. Adotar uma visão orientada ao risco significa estar preparado para enfrentar as ameaças que realmente importam. 

Quer entender como aplicar essa abordagem na sua empresa? Solicite um diagnóstico gratuito com nossos especialistas!